O primeiro curso, NM1, aborda o sistema neuromeníngeo porque ele é fundamental para todos os tratamentos, inclusive dos nervos periféricos e cranianos. Várias estruturas estão relacionadas a este sistema, e merecem atenção nos tratamentos.
Para lhe dar uma idéia da estrutura geral deste sistema, e do que você vai aprender no curso NM1, vou descrever a seguir o que está envolvido no programa deste curso.
O cranio
Desde Sutherland, o “pai” da Osteopatia Craniana, o cranio passou a ocupar um papel destacado dentro da investigação e dos tratamentos osteopáticos. É uma das regiões mais importantes a considerar no tratamento, por ser a sede do centro do sistema nervoso: o cérebro.
Jean-Pierre Barral desenvolveu técnicas próprias para avaliação do cranio por meio da Ausculta, que podem revelar em que tipo de tecido está a restrição (osso, sutura, membrana ou cérebro) e a localização. E desenvolveu também testes de mobilidade para confirmação do diagnóstico. Para cada tipo de estrutura em restrição (osso, sutura, membrana ou cérebro) há uma estrutura “testemunha”, que pode ser testada para confirmar o diagnóstico.
Claro que, além das técnicas para chegar a um diagnóstico rápido e objetivo da restrição craniana, você irá aprender técnicas específicas para tratar as restrições em cada um dos tecidos e estruturas do cranio.
A junção craniofacial
A junção entre o neurocranio e o viscerocranio é uma região de grande importância. Tem uma influência grande sobre o nervo trigêmeo e vários outros nervos cranianos, além da glândula pituitária. Portanto, suas restrições estão ligadas a uma variedade de quadros clínicos e sintomas.
E é fundamental avaliar, e tratar, a junção craniofacial sempre que você quiser tratar nervos cranianos.
Você irá aprender a testar a junção craniofacial e várias técnicas para o seu tratamento. São técnicas muito úteis, com uma grande aplicabilidade, para diversos casos.
A dura-máter espinhal
A porção espinhal da dura-máter possui uma importância muito grande para o sistema neuromeníngeo como um todo, as tensões causadas pelas restrições se transmitem ao longo do sistema, tanto das membranas cranianas para as membranas espinhas, como no sentido contrário.
Mas a dura-máter espinhal tem também uma importância vital para os nervos periféricos. O revestimento externo de tecido conectivo dos nervos periféricos, o epineuro, é uma continuação da dura-máter espinhal.
Por isto, as tensões na dura-máter espinhal são transmitidas para o epineuro e podem afetar a fisiologia do nervo.
No curso NM1 você aprende técnicas para verificar se há restrições na dura-máter espinhal, e localizá-las. Também aprende como liberar estas restrições e devolver a mobilidade normal da dura-máter espinhal, liberando também as tensões transmitidas para o cranio e para os
nervos periféricos.
Plexos
No curso NM1 você aprende a tratar alguns plexos: cervical, braquial, lombar e sacral. Estes grandes plexos possuem uma forte influência mecânica sobre a dura-máter espinhal.
Portanto, tratar estes plexos é um complemento ao tratamento da dura-máter espinhal.
Tensões anormais nestes plexos podem ser a causa da tensão nas meminges espinhais. E também podem ser a causa de disfunção nos nervos periféricos que formam os plexos.
Nervo isquiático
Este grande nervo também tem uma influência mecânica grande sobre a dura-máter, assim como os plexos citados, e por isto deve estar livre para termos liberdade no sistema neuromeníngeo. Você irá aprender, no NM1, o tratamento para o nervo isquiático, aprendendo pela primeira vez uma técnica de manipulação de nervos periféricos, que você continuará estudando e explorando nos cursos NM2 e NM3. Estas técnicas de manipulação de nervos periféricos são originais e únicas.
Foram desenvolvidas por Jean-Pierre Barral e não há nenhuma outra técnica semelhante a estas, em toda a osteopatia e terapia manual.
Pelve
Ligamentos da pelve, que se unem ao sacro e aos ilíacos, também podem perturbar a mobilidade do sistema neuromeníngeo, uma vez que a dura-máter se insere sobre o sacro e o cóccix. Uma limitação
da mobilidade destes ossos causará tensão na dura-máter espinhal.
No curso NM1 você aprenderá como liberar as tensões nos principais ligamentos da pelve, e assim permitir uma mobilidade fisiológica do sacro e cóccix, para equilibrar o sistema neuromeníngeo.
Com esta abordagem você poderá tratar de forma objetiva este importante sistema, em todos os seus pacientes.
Um conhecimento de grande aplicabilidade clínica que aumenta consideravelmente os resultados.
Márcio Moraes, DO
Diretor e Professor do Barral Institute Brasil